Eu quero morar numa aldeia no Sul da França

Imagina como deve ser a vida no sul da França, no interior. Como será que as pessoas vivem lá? Será que a internet já chegou? Que opções têm os jovens? Eles vão para a cidade grande ou lá permanecem? Como serão as escolas e os mercadinhos? Será que dá pra passar um bom tempo lendo em um parque favorito?

Eu quero morar numa cidadezinha no Sul da França.

Someone like yourself

Desde que Adele lançou Someone Like You, o hino oficial da fossa em 2011, eu venho me debatendo acerca dessa questão. Afinal, se a pessoa te magoou e te deixou, por que AFINAL você ia querer alguém igualzinho a ela? Não faz sentido, meu Deus do céu. Você tem que buscar alguém melhor, não igual. Dã. Eu sempre pensei comigo mesma “Someone like you é o caralho, “I’m gonna find someone better“.

Deixei guardadinho esse pensamento, até me deparar com esse filme lindíssimo chamado Românticos Anônimos. Vou contar um monte de spoiler, mas basicamente, é a história de um casal que é tímido pra caramba mas no fim acabam se acertando. A cena final (SPOILER, EU FALEI!) é quando eles estão se arrumando para o casamento. Ele descobre o esconderijo dela e eles fogem juntos, correndo pela estradinha, bem longe da igreja. E foi aí que eu tive essa epifania.

Não é Someone Like You, é Someone Like Yourself. Alguém como você, que sabe como você se sente, entende seus problemas e joga no seu time contra o resto do mundo. É alguém que não vai te fazer sentir abandonado, pelo contrário. É alguém que já passou pelo que você passou e sabe exatamente como é. Alguém que é seu partner in crime, um cúmplice que vai te apoiar quando for necessário ou te dar uma bronquinha porque você tá se colocando pra baixo, e você não vai se ofender porque sabe que a pessoa não tá fazendo isso por maldade, e sim porque quer te ver feliz.

Claro que não é fácil encontrar alguém assim (tem alguma coisa fácil hoje em dia?), mas o importante é ter isso em mente. E continuar tentando. Sempre.

Inveja é um sentimento muito fraco

A inveja é um sentimento muito do covarde, gente. Abro esse novo blog com essa reflexão porque ela existe aí o tempo todo, em todo lugar. E é nessa época de festas de fim/começo de ano que ela se manifesta de forma mais acentuada. Ainda mais agora com essa coisa de redes sociais e todo mundo postando foto e dando check-in no Foursquare na praia, na Europa e afins.

Já perdi a conta de quantas vezes fui acometida por essa invejinha nesses últimos dias. A grande maioria dos meus amigos foram viajar pra lugares maravilhosos, enquanto a idiota aqui ficou trabalhando, pois é. É uma merda? Fuck yeah. Mas isso não é motivo pra ficar xingando muito no Twitter. E sabe por que?

Porque a inveja é um sentimento muito fraco, cara. Te coloca numa posição de vítima e isso é a pior coisa que pode acontecer com a pessoa. E aí a gente começa a culpar tanta coisa: o trabalho. A falta de grana. A falta de companhia.A dependência dos pais. Os amigos ricos. As escolhas que fizemos ao longo da vida. E esquecemos de olhar que, na verdade, com um pouco de planejamento, sorte e otimismo, você também consegue.

Então pode ir parando com esses pensamentos que reduzem você a merda nenhuma. Você consegue. Juro. Get your shit together. Keep calm and travel on!

Mudando de casa

Calma, você não entrou no blog errado. A partir de agora o Wit Beyond Measure se “transformou” no Devaneios Líquidos, eu só mudei o endereço. E o nome. E o layout. E fiz uns updates. Mas a essência é a mesma!

Blog novo é tipo mudar de casa: empacotar toda a bagagem bonitinha, deixar o lugar apresentável para os amigos e renovar as energias. É isso que eu espero com essa mudança (mais uma!) de lugar. Os arquivos continuam aí bonitinhos, mantêm sua essência, só mudou de endereço mesmo. Agradeço imensamente o período de hospedagem que a Vyrginia me concedeu no Wit Beyond Measure. Valeu, sua linda!

Vamos às explicações. Escolhi o nome Devaneios Líquidos porque tem tudo a ver com tudo isso aqui. Qual é a utilidade de um blog senão devaneiar? E em tempos de modernidade líquida, nenhuma verdade é constante. Tudo é fluido. O que é verdade hoje pode não ser mais amanhã. É um paradoxo, na verdade, porque o que eu mais busco ultimamente é constância. Mas é preciso ser flexível também, e aberta a mudanças, que hoje ocorrem em uma velocidade muito rápida.

Atualizem suas URLs, apertem os cintos e vamos que vamos! Bem-vindos! :)

PS: Não tô mudando de casa não, é uma metáfora só. Pelo menos por enquanto.

Os melhores gifs do ano

Resolvi vasculhar meu próprio Tumblr com os gifs mais legais que eu rebloggei em 2011. Harry Potter DOMINOU GERAL, graças ao fandom mais participativo do planeta!

1 – Dumbledore + Snape = FESTA DURO

Esses fãs têm uma criatividade incrível… pegue uma cena dos bastidores, um daqueles momentos raros em que os atores se comportam totalmente diferente dos seus personagens, adicione cores gritantes e uma legenda. SUCESSO!

2 – A Helena Bonhan Carter é uma linda, e foi entrevistada na premiere de HP7 – parte 2. Eu vi o negócio ao vivo e garanto: Ela falou isso MESMO, não é só uma legenda. Só ela pode!

3 – Aquela cena em que NINGUÉM prestou atenção graças ao striptease gratuito de Harry e Rony. Ainda bem que saiu o gif com as falas deles, ó.

4 – Esse é o que eu chamo de o gif oficial do MENAS. Ross, esse lindo, já sabia de tudo desde o princípio…

5 – Fofurice gratuita do dia. Todas quer um cachorrinho agora, fala a verdade? Ownnnnnnnnnnn! <3

Haters gonna hate


Crédito: recifense.tumblr.com

Houve um tempo em que eu era uma hater. Detestava essa época de Natal e Ano Novo, sem motivo algum. Acho que era porque eu precisava ficar próxima da minha família e essa ideia não me agradava muito na adolescência. Se eu soubesse que as oportunidades de estar junto do meu pai estariam chegando ao fim, teria feito diferente, sem dúvida.

Outra coisa que eu odiava – ok, fingia odiar – era praia e piscina. Quantas vezes não tive que viajar pro litoral com as amigas rockeiras e não poder entrar no mar? Eu ficava tão frustrada com isso, tinha que usar essa máscara. Pelamordedeus, praia é muito bom!

Não sei porque a gente quer mostrar alguma coisa assim pro mundo. É tão idiota! Por que os jovens têm essa necessidade de odiar tudo e todos? Não é saudável. Aí a pessoa chega aos 20 e poucos anos, tem que trabalhar e não tem mais tempo pra curtir praia e piscina. Quer dizer…

Quanto ao fim de ano, eu hoje tenho muito mais motivos pra ficar mal. E apesar de sempre acontecer alguma merda em dezembro, continuo achando uma época linda! <3

As manias internéticas dos mais jovens

Quando eu comecei a usar a internet, lá pros idos de 1999, a gente escrevia no computador assim como se escreve no papel. O jeito que eu escrevo no blog, por exemplo, é aceitável para publicações impressas. Mas com o tempo, a gente se apropriou de símbolos (seriam signos? ícones? ai, essa semiótica) que expressam emoções de forma reduzida. Tipo o emoticon do sorrisinho: :)

Com o tempo, a gente foi criando toda uma linguagem baseada na e para a internet. E me parece que cada faixa etária cria o seu próprio vocabulário virtual.

Desses, há dois que me chamam a atenção pela peculiaridade da transmissão de um pensamento. O primeiro é o famoso -q, mais comumente usando em comunicadores instantâneos. As in:

Thais diz:
nossa, comi tanto que vou explodir hahah aloka
-q

Traduzindo, seria “quê?”, denotando uma autoironia. Ou pelo menos é assim que eu entendi e tô usando até agora. Por ora, esse comportamento só foi detectado em adolescentes.

A outra eu não sou adepta e acho um saco. Trata-se de deixar a frase no meio, terminando com “e”. Tem muito disso no Twitter. Exemplo:

Eu queria sair hoje e comer no starbucks e comprar um livro e

E é isso mesmo, termina assim. O próximo tweet não continua o raciocínio. Denota que você se empolgou o suficiente para listar coisas demais, mas não teve criatividade o suficiente pra ir além. Esses jovens, viu…

A internet é uma experiência fantástica, não é mesmo?

O final de Being Erica

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Foi ao ar essa semana o episódio final da série canadense Being Erica, que teve quatro temporadas. E é claro que foi emocionante, não tinha como não ser. Quando nos apegamos a um personagem que é muito parecido com você, é difícil deixá-lo para trás. Sou órfã de Ugly Betty, Sex and the City, Friends e sei como é!

Particularmente, eu gostava mais das duas primeiras temporadas, com arrependimentos pontuais. Na terceira, quando virou terapia em grupo, não gostei tanto assim, mas fiquei feliz pela evolução da Erica. Assim como Chuck, acredito que ela também evoluiu como personagem e isso é sempre legal de acompanhar.

Mas o que me parece é que eles perderam a mão nessa quarta e última temporada. Encontraram um jeito de se despedirem dos personagens de forma meio apressada, usando seus parentes como pacientes (o que não é aceito em uma terapia normal), e nem conseguimos aproveitar a Erica sendo uma Doctor de verdade. Fora que a série terminou com um cliffhanger gigante. Já conhecíamos Sarah das histórias anteriores com Dr.Tom, e seria lindo ver Erica passando seu conhecimento para ela. Não devo ser a única que ficou curiosa com isso.

Também achei que as tramas paralelas não tiveram um fim! Nunca mais ouvimos falar de Judith. Jenny até ganhou um fim, mas continuou “burrinha”. Mas o pior mesmo foi Julianne e Brent. Aliás, não sei porque a série insistiu em continuar com esses personagens. Conhecendo Erica como eu conheço, não acho que ela toparia abrir um negócio com uma loira chata e mimadinha, mesmo. E Brent é gay, desculpa, não compro a ideia dos dois juntos. E eles nem tiveram uma cena final digna! Aquela briga com o cachorro quebrou todo o tom sentimental que um series finale pedia.

De qualquer forma, Being Erica é uma das minhas séries favoritas. Eu tenho certeza que vou rever os primeiros episódios, aqueles antes de Erica se tornar o mulherão que é. Acho que eles são os mais ricos em ensinamentos e sabedoria e não podem ser esquecidos. Foi fundamental para Erica construir uma base de auto-confiança pra chegar onde chegou. E que orgulho de vê-la entrando no quarto de Sarah como doutora! É a prova de que todos, sim, podemos recomeçar. Cedo ou tarde.

Eu não gosto de gatos

Corro o risco de ser julgada e humilhada em praça pública aqui, mas tenho que tomar coragem e confessar que eu não gosto de gatos. Enquanto várias amigas minhas se jogam no mundo felino e defendem com garras e dentes seus bichinhos de estimação, não consigo ter afeição por esse tipo de criatura. Sério mesmo.

Ok, concordo que quando eles são filhotes, alguns podem até ser ~bonitinhos~. Mas depois que crescem eles adquirem aquele formato desengonçado que AFF. Acho feio, foi mal.

Além disso, gatos dão um trabalho desgraçado. Pra começar eles sobem em tudo, não estão nem aí pra você, são independentes… e te fazem sentir uma merda. Estou falando tudo isso em oposição aos cães, aquelas coisas fofas da mamãe que ficam felizes quando você chega (a ponto de até fazer xixi às vezes), não sobem em nada alto (tipo minhas lindas prateleiras cheias de livros) e não causam alergia. Porque sim, gato é esse bicho desgraçado que dá alergia nas pessoas de bom coração.

Não gosto, não acho bonitinho, não gosto dos memes relacionados a gatos e acho estranhíssimo se a pessoa tiver mais que um em casa.

Pronto, tô mais leve, gente.

PS: isso não significa que eu gosto que maltratem os bichinhos, pelamordedeus. Sou a favor deles serem muito bem tratados por quem gosta, e repudio quem faz o oposto.

Da constância

Uma vez eu perguntei pro Google qual era o segredo do sucesso. Dentre tantas respostas, me veio uma que me deixou encafifada: “O segredo do sucesso é a firmeza de propósito”. O que me parece é que você tem que escolher um caminho e seguir com ele, o resto da vida. Meio fatalista, e pra mim, totalmente desesperador. Como assim? E todas as coisas que eu quero fazer? Eu queria fazer TANTA coisa. Ser VJ da MTV, ser atriz, publicitária, designer, jornalista, psicóloga… e eu tenho que escolher só UMA dessas coisas?

O problema se extende às amizades. Minhas amigas de infância estão perdidas pelo mundo. Assim como as da adolescência, da faculdade…não consigo manter contato constante, a não ser pelo Facebook (o que pra mim não conta), com excessão de um ou outro. Sinto inveja daquele pessoal que tem um amigo de infância que conheceu na rua e se tornaram padrinhos de casamento um do outro.

Eu vivi em constante mudança. Nunca consegui ficar num lugar só por muito tempo. Mudei muito de emprego, de carreira, de amizade, de namorado… os motivos podem ser vários e decerto se entrelaçam. Primeiro que estamos em pleno século XXI. Segundo que mudei de casa três vezes pra lugares bem distantes um do outro. Mas acredito que o motivo maior é porque eu era jovem, e a gente quer experimentar o mundo.

Hoje encontro-me decidida a seguir um caminho que vai me deixar fixa numa coisa só por pelo menos 7 anos. Espero de todo o coração aproveitar essa caminhada e ter essa constância. Afinal, os 30 estão batendo à porta… chegou a hora.

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