É Carnaval!

Verdade seja dita, eu nunca gostei de carnaval. Como boa roqueira que sou, desprezei solenemente todos esses anos de folia. Quando eu era criança minha mãe me fantasiava e a gente ia em algum clube (não sei qual era). E era divertido, vai. Mas depois que eu cresci, nunca mais. Assisti um ou outro desfile na TV, mas só.

Só que de alguma maneira doida – pode ser o amadurecimento, o fim da rebeldia da juventude, enfim – eu acabei voltando a gostar de Carnaval de novo. Isso é recente, tem uns 2 ou 3 dias, na verdade. O lance é que eu conheço umas pessoas de Recife e acabei tendo acesso a um monte de informações sobre o Carnaval de lá, que é o melhor do mundo (dizem. Eu acredito piamente, hehe).

Como boa entusiasta da cultura pernambucana, acabei me envolvendo. Baixei o Mix Frevo do blog da Dani e tô ouvindo direto. E comecei a acompanhar as notícias, os preparativos, blocos, shows, fantasias, e… bom, agora eu tô aqui vendo tudo de longe e LOUCA pra participar!

Então ficaí a promessa: em 2013, meu Carnaval é em Recife!

E aí eu fiz um bolo

Essa é a foto do bolo pronto. Eu que fiz!!!

Como vocês devem ter percebido, 2012 é o ano de fazer algo diferente na minha vida. Além de ter comprado uma bicicleta, agora foi a hora de eu me aventurar na cozinha.

“Ah, mas você só fez um bolo”. Sim, é verdade. Mas estamos falando de alguém que não sabe fazer café, nem arroz, e se vira muito bem só com omeletes e pipoca, true story. Então fazer um bolo era um desafio, mas eu tive uma ótima inspiração, o que sempre faz as coisas serem mais fáceis! ;)

É óbvio que eu não ia me aventurar a fazer tudo sozinha, porque eu tenho noção de vida. Então pedi ajuda pra minha mãe. Escolhi um bolo simples, de lanche, chamado de bolo mármore porque tem esse chocolatinho aí no meio. Não vou passar a receita porque eu não tenho saco pra ler receita em blog, mas se alguém aí se interessar é só me perguntar nos comentários.

Descobri que não se pode colocar os ingredientes todos juntos, aprendi a quebrar o ovo direitinho pra separar a clara da gema, a usar a batedeira… descobri que existe um pincel pra untar fôrmas, e que não pode bater a clara já batida com a batedeira de novo. Aprendi a usar o forno de casa e a descobrir se o bolo já tá pronto.

E é uma experiência tão libertadora… Você tá criando uma coisa nova a partir de vários ingredientes. Você se concentra no momento presente, porque senão a coisa desanda. É terapêutico, cara. E depois dá uma satisfação enorme ver o negócio pronto! Pra completar, o bolo ficou muito gostoso, nham! Essa sou eu descobrindo novos talentos. O ano promete! #ameliafeelings

E aí eu comprei uma bicicleta

E aí eu comprei uma bicicleta. A ideia nasceu em mim faz tempo, mas por morar em uma área muito urbana, acabei deixando pra depois. Mas fiz essa promessa de ano novo e acabei cumprindo, e vou dizer, a experiência tem sido ótima. Tudo por uma maior qualidade de vida, claro =)

A verdade é que eu estava muitíssimo enferrujada. Minha última atividade física foi em 2009 quando eu fazia academia. Aí ela fechou, e aí eu fiquei sem grana e parei de vez. Mas vamos à parte engraçada da coisa.

A primeira vez que eu fui andar de bicicleta faz umas 2 semanas, e foi HORRÍVEL. Eu tinha reservado meia hora para a atividade, mas 20 minutos depois eu já estava em casa morrendo de cansaço. Pra começar, eu nunca tinha tido uma bicicleta com marcha. A única que eu tive, ganhei quando era criança e era uma basicona, aro 20, Caloi, branca. (Aliás, essa é branca também). Aí eu simplesmente ignorei as marchas e fui andando. Só que na subida a coisa pegou, e eu cansei pra caramba. Também percebi que travei muito os braços (o pescoço ficou até doendo depois). Ou seja, ainda preciso aprender a me equilibrar melhor. Ajustes, ajustes.

No finalzinho do caminho eu já tava com a garganta seca e o corpo todo absolutamente exausto. Impossível viver. Cheguei em casa e juro por Deus, o meu corpo estava tremendo. Foi ridículo. Fiquei sentada por 15 minutos fazendo nada, depois de beber um copo gigante de água.

Aí da segunda vez já fui mais preparada, mudei as marchas – é super fácil – e como foi no feriado, as ruas estavam vazias, uma maravilha. Tomei mais consciência do equilíbrio e não fiquei com as costas doendo. Andei por mais tempo, 25 minutos, e não senti tanto cansaço. Mas mesmo assim cheguei em casa com o corpo exausto, dá-lhe mais água. Fiz um alongamento depois, é superimportante.

Hoje andei pela terceira vez. 20 minutos, mas peguei um caminho em que as ruas eram muito irregulares e isso é péssimo. Eu moro em uma área realmente muito urbana e ainda não tenho condicionamento físico pra ir até o parque mais próximo. De qualquer forma, sinto que estou pegando o jeito da coisa. Nos primeiros 5 minutos, achei que não ia conseguir, mas depois acostumei e até aumentei o caminho que eu tinha pensado antes de sair de casa.

Por enquanto foram só essas vezes. Aos poucos eu vou pegando o jeito. Quero ver a hora que eu conseguir pedalar livremente pela cidade. Aí ninguém me segura! E posso falar? Tô adorando =)

A teoria dos 20 atores britânicos

Tudo amigue

Acredito que todos os fãs da cultura britânica, em particular da obra cinematográfica e televisiva do Reino Unido, se depara com esse mesmo “problema”. Ao assistir um filme ou série da terra da rainha, é possível reconhecer um ou outro ator que com certeza já apareceu em alguma outra obra. Rola todo um reaproveitamento de atores. Tudo isso me levou a criar a teoria de que no Reino Unido inteirinho só existem 20 atores, e todos eles são aproveitados em TODOS os filmes e série que lá são produzidos.

Para quem é fã de Harry Potter e Doctor Who, então, as coisas ficam ainda mais evidentes. Pra começar, vários atores aparecem nas duas obras. Veja uma lista completa aqui.

Atores de Harry Potter em Doctor Who

Mas isso vai além de HP e DW. Assisti O Espião que Sabia Demais no fim de semana passado e lá estavam todos eles: Gary Oldman e John Hurt (Harry Potter), Toby Jones (Doctor Who), Benedict Cumberbatch (Sherlock da BBC, que tem o mesmo roteirista de Doctor Who) e Colin Firth (Orgulho e Preconceito da BBC).

Depois eu fui assistir O Discurso do Rei. Helena Bonhan Carter e Timothy Spall fizeram Belatriz Lestrange e Pedro Pettigrew em Harry Potter (eles até dialogam em dado momento). Colin Firth também está lá (olha ele de novo), e até a esposa do fonoaudiólogo não me era estranha: é a Jennifer Ehle, que fez a Elizabeth Bennett no Orgulho e Preconceito da BBC. Ah, claro que o Michael Gambom, o Dumbledore, também faz parte do elenco. Ele também já fez um episódio de Doctor Who. Aliás, assistir séries da BBC é uma ótima experiência, eles estão todos lá.

A coisa se extende até para filmes hollywoodianos. No filme Sherlock Holmes, aquele com o Robert Downey Jr, tem Kelly Reilly, que faz a esposa de Watson. Ela interpretou Caroline Bingley no filme Orgulho e Preconceito com a Keira Knightley, que fez o filme Never Let Me Go, com Carey Mulligan e Andrew Garfield, que também já participaram de Doctor Who. E a lista não acaba nunca. No imdb eu sempre me deparo com atores que fizeram coisas juntos e eu nem sabia. Britânicos, claro. Imagino todos eles em uma festinha de fim de ano conversando sobre os projetos futuros e como eles irão se encontrar de novo. Praticamente uma família! Bloody brilliant, isn’t it?

Fandom 101



Primeira imagem que vem no Google ao buscar por “fans”

Meu objeto de pesquisa da monografia da pós-graduação vai ser a formação do fandom de uma série britânica de ficção científica (Doctor Who) aqui no Brasil. Minhas leituras estão a todo vapor, e gostaria de compartilhar aqui com vocês o que eu já consegui descobrir até agora. Estou estudando comunicação, então vou usar teorias não só da minha área, como também sociologia, antropologia e até psicologia.

Vamos ao básico do básico. A palavra fandom vem da junção dos termos fan e kingdom, ou seja, reino dos fãs. Os estudos sobre fãs partem do princípio de que a audiência de massa não é passiva, como acreditava Adorno e sua Escola de Frankfurt, mas sim ativa no sentido de reapropriar os significados do que consome.

É como se fosse um grupo organizado de pessoas que se unem para discutir seu tema favorito e fazem apropriações das mais diversas naturezas (semiótica, enunciativa e textual), como fanzines, fanfiction, fansites, cosplay e tudo o mais. Essas práticas constituem as subculturas dos fãs.

Isso surgiu muito antes da internet. Para vocês terem uma ideia, o primeiro fanzine de que se tem notícia data de 1960. Ele se chamava Spocknalia e é claro, foi feito por fãs de Star Trek. Por fãs, para fãs.

Com a internet, esse movimento foi potencializado. Com a tecnologia, a produção desses conteúdos de fãs se torna mais fácil de se fazer e mais ainda, de ser distribuida. Se antes era raridade você encontrar o tal do fanzine do Spock, agora você encontra fansites sobre Star Trek ao alcance de um clique (e viva o santo Google).

A princípio, a mídia quis caracterizar os fãs em oposição aos aficionados por produtos da alta cultura. Ou seja, se você é especialista em música clássica ou chás ingleses, você é mais importante do que os fãs dos produtos da cultura de massa. As práticas do primeiro grupo seriam vistas como civilizadas, enquanto a dos fãs beira a histeria. É verdade que isso pode acontecer (principalmente com fãs de Justin Bieber e Backstreet Boys, ou de torcedores de times de futebol). No caso mais específico dos fãs de ficção científica e fantasia, no entanto, o que se vê são pessoas comportadas (geralmente!) e interessadas na troca de ideias e informações sobre seu objeto de devoção.

Os estudos sobre fãs se originaram nos Estudos Culturais, que surgiu nos anos 1950, em Birmingham, e tem como nomes principais Henry Jenkins, John Fiske e muitos outros. No Brasil, já há acadêmicos lidando com o tema. Destaco o trabalho de Adriana Amaral, que tem sido de grande valia pra minha pesquisa, além de diversos pesquisadores espalhados por todos os cantos do Brasil. Ah, e claro, agradeço ao orientador Luis Mauro Sá Martino por topar me acompanhar nessa empreitada. Nem vai ser tão ruim, afinal ele é também um fã. Assim como eu.

E que venham os próximos meses com mais um monte de descobertas sobre o tema. Vou contando tudo por aqui!

Que mês esquisito


Janeiro é um mês muito esquisito na minha opinião. Ele já começa estranho, assim, com todo mundo comemorando sua chegada. Coisa que os outros meses não ganham. Você fica meio atordoado. É hora de recomeçar. Mas recomeçar o que? Continuamos trabalhando, não muda muita coisa. Mas um monte de gente pega férias em janeiro. Por isso a cidade fica mais vazia. Os estudantes também estão de férias. Tudo parece suspenso, no ar, só esperando chegar o momento da vida voltar ao seu rumo. A ressaca do Natal e Ano Novo ainda não passou totalmente.

Em São Paulo, janeiro é o mês que mais chove. É um saco. As temperaturas oscilam tanto que você não sabe se sai com roupa de frio ou de calor. Apenas o gaurda-chuva é obrigatório, claro. É preciso mudar a rotina: talvez sair mais cedo ou mais tarde de casa, dependendo da chuva. E à tarde, saindo do trabalho também. E no fim de semana, nada de locais a céu aberto. Que tenhamos sorte nesse Ano Novo chinês.

Em janeiro, as pessoas estão sem grana. Os presentes de Natal e as viagens do fim do ano deixam qualquer um na pindaíba, e tem muita gente que não ganha décimo terceiro. Mas as promoções estão aí, nas lojas de todo o país, fazendo a gente já criar dívida no cartão de crédito que vai durar o resto do ano.

É um mês meio morto, parado. Não me lembro de quase nada especial que tenha acontecido em janeiro. E pra piorar, esse ano o feriado do dia 25 cai bem numa quarta-feira. Muito sem graça. Que venha fevereiro logo, por favor!

Eu quero morar numa aldeia no Sul da França

Imagina como deve ser a vida no sul da França, no interior. Como será que as pessoas vivem lá? Será que a internet já chegou? Que opções têm os jovens? Eles vão para a cidade grande ou lá permanecem? Como serão as escolas e os mercadinhos? Será que dá pra passar um bom tempo lendo em um parque favorito?

Eu quero morar numa cidadezinha no Sul da França.

Someone like yourself

Desde que Adele lançou Someone Like You, o hino oficial da fossa em 2011, eu venho me debatendo acerca dessa questão. Afinal, se a pessoa te magoou e te deixou, por que AFINAL você ia querer alguém igualzinho a ela? Não faz sentido, meu Deus do céu. Você tem que buscar alguém melhor, não igual. Dã. Eu sempre pensei comigo mesma “Someone like you é o caralho, “I’m gonna find someone better“.

Deixei guardadinho esse pensamento, até me deparar com esse filme lindíssimo chamado Românticos Anônimos. Vou contar um monte de spoiler, mas basicamente, é a história de um casal que é tímido pra caramba mas no fim acabam se acertando. A cena final (SPOILER, EU FALEI!) é quando eles estão se arrumando para o casamento. Ele descobre o esconderijo dela e eles fogem juntos, correndo pela estradinha, bem longe da igreja. E foi aí que eu tive essa epifania.

Não é Someone Like You, é Someone Like Yourself. Alguém como você, que sabe como você se sente, entende seus problemas e joga no seu time contra o resto do mundo. É alguém que não vai te fazer sentir abandonado, pelo contrário. É alguém que já passou pelo que você passou e sabe exatamente como é. Alguém que é seu partner in crime, um cúmplice que vai te apoiar quando for necessário ou te dar uma bronquinha porque você tá se colocando pra baixo, e você não vai se ofender porque sabe que a pessoa não tá fazendo isso por maldade, e sim porque quer te ver feliz.

Claro que não é fácil encontrar alguém assim (tem alguma coisa fácil hoje em dia?), mas o importante é ter isso em mente. E continuar tentando. Sempre.

Inveja é um sentimento muito fraco

A inveja é um sentimento muito do covarde, gente. Abro esse novo blog com essa reflexão porque ela existe aí o tempo todo, em todo lugar. E é nessa época de festas de fim/começo de ano que ela se manifesta de forma mais acentuada. Ainda mais agora com essa coisa de redes sociais e todo mundo postando foto e dando check-in no Foursquare na praia, na Europa e afins.

Já perdi a conta de quantas vezes fui acometida por essa invejinha nesses últimos dias. A grande maioria dos meus amigos foram viajar pra lugares maravilhosos, enquanto a idiota aqui ficou trabalhando, pois é. É uma merda? Fuck yeah. Mas isso não é motivo pra ficar xingando muito no Twitter. E sabe por que?

Porque a inveja é um sentimento muito fraco, cara. Te coloca numa posição de vítima e isso é a pior coisa que pode acontecer com a pessoa. E aí a gente começa a culpar tanta coisa: o trabalho. A falta de grana. A falta de companhia.A dependência dos pais. Os amigos ricos. As escolhas que fizemos ao longo da vida. E esquecemos de olhar que, na verdade, com um pouco de planejamento, sorte e otimismo, você também consegue.

Então pode ir parando com esses pensamentos que reduzem você a merda nenhuma. Você consegue. Juro. Get your shit together. Keep calm and travel on!

Mudando de casa

Calma, você não entrou no blog errado. A partir de agora o Wit Beyond Measure se “transformou” no Devaneios Líquidos, eu só mudei o endereço. E o nome. E o layout. E fiz uns updates. Mas a essência é a mesma!

Blog novo é tipo mudar de casa: empacotar toda a bagagem bonitinha, deixar o lugar apresentável para os amigos e renovar as energias. É isso que eu espero com essa mudança (mais uma!) de lugar. Os arquivos continuam aí bonitinhos, mantêm sua essência, só mudou de endereço mesmo. Agradeço imensamente o período de hospedagem que a Vyrginia me concedeu no Wit Beyond Measure. Valeu, sua linda!

Vamos às explicações. Escolhi o nome Devaneios Líquidos porque tem tudo a ver com tudo isso aqui. Qual é a utilidade de um blog senão devaneiar? E em tempos de modernidade líquida, nenhuma verdade é constante. Tudo é fluido. O que é verdade hoje pode não ser mais amanhã. É um paradoxo, na verdade, porque o que eu mais busco ultimamente é constância. Mas é preciso ser flexível também, e aberta a mudanças, que hoje ocorrem em uma velocidade muito rápida.

Atualizem suas URLs, apertem os cintos e vamos que vamos! Bem-vindos! :)

PS: Não tô mudando de casa não, é uma metáfora só. Pelo menos por enquanto.

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